segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

O Caso Dúbio

Este homem foi encontrado morto por um tiro de .38 no peito, neste endereço. A Balística definiu que a bala fatal saiu do revolver do dono da casa, que foi preso logo em seguida.

- Mas o que ele foi fazer na casa deste homem? Foi morto na FRENTE da casa.

O caso foi encerrado como homicídio culposo.

- Mas isso ainda está muito estranho. Ele não entrou na casa, e o tiro partiu da área da porta. Não haveria como terem discutido. Ele passou no teste psicológico?
- Sim, senhora.

Mais tarde uma nova evidência foi encontrada na casa da "vítima", em local escondido. Trata-se de uma carta com a caligrafia do "assassino", ameaçando-o de morte.

- Agora sim. Foi um suicídio!
- Mas, senhora. Como suicídio? O tiro foi dado a mais de cinco metros.
- Sim. Mas a carta prova que foi suicídio. Ele recebeu a
ameaça. E ao invés de fugir ou evitar a própria morte... Ele foi de encontro ao assassino. Era como se ele não se importasse em morrer desde que o ameaçador fosse preso. Ele decidiu se suicidar... pelas mãos de outro.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

O Tesouro

Três garotos - Pedrinho, Joãozinho, e Juninho - estavam
brincando pela campina quando descobriram uma caverna. Os três
logo resolveram explorar a caverna em busca de aventuras. Um
deles até disse, talvez tenha um tesouro escondido. E
surpreendentemente encontraram um grande baú empoeirado.
Resolveram então abri-lo para ver o que continha nele.
Logo que foi aberto, os três meteram a cabeça dentro do baú
procurando por moedas de ouro e jóias. Sentiram um cheiro
estranho, mas não ligaram para isso. Provavelmente seria mofo.
Porém ao olhar dentro do baú viram algo no mínimo inesperado.
Antes que pudessem vibrar de felicidade pelo achado, os três
subitamente sentiram-se tontos. E desmaiaram.
Inalaram Ácido Cianídrico. E morreram.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

VHEMT

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Surpresa do Destino

Um dia o destino esbarrou naquele homem.
Então lhe disse:
- Tenho uma surpresa para ti.
- O que é?
- Algo que tu esperastes por muito tempo, desde pequeno. Daqui a cinco dias.
E então foi embora, deixando cravado em sua cabeça um prego de curiosidade.
Então, depois de cinco dias, aquele homem sumiu.
Ninguém nunca mais o viu.

- Onde o homem foi, pai?
- Ninguém sabe.
- Ele ficou feliz?
- Só podia. Se esperava por aquilo desde pequeno.

O Samurai

Foi naquela ponte que te encontrei
Você estava debaixo da chuva espessa
Logo percebi o que se passava em sua cabeça
Como pode, alguém como você pensar isso?
Estendi minha mão, e você a recusou

Quem diria que nos encontrariamos novamente
Desta vez, foi você quem estendeu a mão,
E eu a segurei

Na terceira vez que nos encontramos, não foi nada agradável
Fui lhe ver com o pretexto de devolver-lhe algo
Não me agradava vê-la daquele jeito
Atrás daquelas barras de madeira
Mas você não parecia se importar
Eu sabia que no fundo você estava odiando aquilo
Você negava, fingia que tudo estava bem
Mas eu não aceitei aquilo
Tirei-lhe a força, enfrentei a todos que apareceram
Mesmo estando com minhas mãos vazias

Depois fugimos
Corremos até o rio
E te coloquei no barco

Mas eles nos seguiram.
E quando nos alcançaram, soltei o barco.
No tempo de dois riscos no ar, nos despedimos.

Você cercada por água.
E eu cercado por sangue.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

The Rat

Play with the corpse.

domingo, 10 de dezembro de 2006

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Ele está fazendo sua cama momentos antes de dormir, quando percebeu um vulto atravessando a porta fechada.
- Julia? - Diz, a reconhecendo - O que... está fazendo aqui?
- Você estava pensando em mim. Não estava?
- E-Eu... Mas...
- Eu morri.
- ...
- Uma vez eu ouvi dizer que quando pensamos em alguém que já morreu, nós o atraímos. Parece que tem um fundo de verdade nisso.
- Estranho. Eu não pensava em você a tempos. Justamente hoje eu pensei. - Diz com um sorriso tímido.

Sobre o papel, ele para de escrever sua história, levanta a cabeça lentamente e percebe a imagem de Julia o observando. Ele esboça um sorriso e levanta a folha mostrando o que ele acabara de escrever. Uma coincidência!
Julia Sorri de volta, balança a cabeça lentamente concordando e acena se despedindo.
Apenas uma piscada de olho e ela some.