segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O Futuro Me Escapa

O futuro é como o ar, quando fechamos a mão ele nos escapa.

Possuído Pelo Demônio

 - Porque fez isso? Porque me largou lá e foi embora com ela?
 - Não sei. Eu estava possuído por um sentimento estranho.
 - Tolo. Agora eu perdi a razão de brigar com você. Mas você terá seu castigo. Demônios não ligam para os outros. Morrerá com um furo no peito. Mas não se preocupe, não haverá sangue, pois ela o terá chupado.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Love Me Do.

 - Me amará para sempre?
 - Te amarei para sempre.
 - Me amará mesmo quando seus fios começarem a desfiar?
 - Te amarei mesmo quando meus fios começarem a desfiar.
 - Me amará mesmo quando estiver sem corda e não houver ninguém para te ajudar?
 - Te amarei mesmo quando estiver sem corda e não houver ninguém para me ajudar.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Emagrecin 2000

Você está cansado desses produtos de emagrecimento milagrosos que prometem te fazer perder 10 quilos em 2 semanas? Pois conheça o novo Emagrecin 2000. Ele te fará perder 20 quilos em apenas 1 semana! Num passe de mágica! Veja o antes e depois nestas fotos. Incrível! Não perca tempo, compre já o seu  Emagrecin 2000, por apenas 19 parcelas de $99,99. Mas espere. Se você ligar agora nós te daremos este creme mágico contra celulite e estrias de graça.
Não perca tempo! Ligue já! E você nunca mais terá que se preocupar se os outros te acham gorgo.
Não perca este oferta!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

- Ei! Eu estou sem pessoas.
...
- Onde quer que eu deixe estas?
- Já pode pôr na fornalha.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Minhas Pernas e Meu Cérebro

- Seu pai começou a brigar de novo com aquela garçonete.
- É, eu sei. Não sou surdo.
- Já sei até como vai ser isso.
- É. Primeiro reclamam um do outro, depois reclamam dos
outros e por final reclamam de mim.
- E se você se jogasse contra a porta do quarto de cabeça?
- Eu ficaria com a cabeça doendo.
- Sim, mas talvez assim eles parassem.
- Não, a dor de cabeça não valeria a pena. E como é que eu
correria até a porta?
- Eu te ajudava.
- Acho difícil.
- ...
- ...
- Talvez se começar a gritar.
- Eu poderia gritar. Mas será que adiantaria?
- Claro. Eles abririam esta porta rapidinho.
- Mas eu ia virar a atenção. Não quero isso.
- Sabe, não temos muitas escolhas. Se recusar todas não
sobrará nenhuma.
- É, eu sei.
- Escuta! Esta briga parece muito com aquela do seu
aniversário de doze anos.
- Isso foi ontem.
- Verdade. O tempo voa.
- ...
- Eu posso ir derrubar umas panelas na cozinha.
- Não, não pode. Já se esqueceu?
- Não esqueci. Mas eu gostaria de poder derrubar umas
panelas.
- EU gostaria de poder voar.
- Olha! Pararam. Vamos sair.
- Deixa eu pegar minha cadeira. Ei! Idiota. Sempre
atravessando paredes.

Ãn? Ein?

Trim.

- 15ª delegacia de polícia.
- Eu queria fazer uma denúncia. - Disse uma voz de velha.
- Pode falar, senhora.
- Tem duas sombras do outro lado da rua.
- Que tipo de sombras, senhora? - Perguntou o policial em um
tom de estranheza.
- Duas sombras de pessoas.
- E o que estão fazendo?
- Estão tramando algo. E não deve ser bom.
- E como sabe disto, senhora?
- Ora. Duas sombras a essa hora da matina só podem estar
tramando algo.
- Desculpe senhora, mas isto não é o suficiente. Tenha uma
boa noite.

Clique

Um minuto depois:

Trim

- 15ª.
Uma voz de velha imitando um homem diz:
- Alô. Eu moro na rua Jaceguai do outro lado, e do lado de
cá tem umas sombras misteriosas.
- Senhora, eu já disse que não há nada que eu possa fazer.

Clique

- Ora. Policial insolente. Deixar uma velha indefesa nas
mãos de duas sombras maquiavélicas. Vou cuidar disto eu
mesma.

De repente, de uma das casas, sai uma velha com uma faca em
punho gritando:
- Vão embora seus malditos!
Uma das sombras, que a princípio estavam se beijando, vendo
aquilo, solta um grito extremamente estridente. Em seguida,
as duas sombras saem correndo.
Uma vizinha que abriu a janela para ver o que havia
acontecido, quando viu a velha sentada no chão, aturdida,
olhando para os lados como se estivesse perdida, correu para
acudi-la.
- A senhora está bem?
A velha apenas a encarou. Ora um olho, ora o outro.
- Perguntei se está bem. - Repetiu a garota aumentando o
tom de voz.
A velha então, fez uma careta e esbravejou:
- Ora, pare de fazer mímicas na minha frente e fale direito.
- Mas é o que eu estou fazendo! - Gritou a garota.
- Garota safada, sem vergonha. Pare de me atazanar. Não se
faz isso com uma velha...
Só então, a velha percebeu que não podia ouvir a própria voz.
E começou a gritar.
- O que foi? A senhora está bem? - Acudiu a garota.
- Vá embora! Não vê que estou tentando escutar minha voz.
A garota, contrariada, virou as costas e foi em direção a sua
casa quando ouviu outro grito. E por instindo foi correndo
acudir a velha novamente.
- E agora senhora?
- Me largue! Me largue! Já não disse que estou tentando
ouvir minha voz.
- ...Veja, senhora. Está com sangue nos ouvidos.
A velha pôs as mãos nos ouvidos e disse:
- E essa agora. Estou com sangue nos ouvidos.
- A senhora devia ir logo no médico.
- Se não fosse tão tarde iria no médico.
- Vá assim que amanhecer. Tem um médico a duas quadras
daqui. - Disse a garota enquanto apontava para o final da
rua.
- Onde será que teria um médico por aqui?
- Foi o que acabei de dizer! - Gritou a garota.
- Ah. Mas voltou a me arremedar, garota.
- Olha, sua velha caduca, eu não tenho culpa se você ficou
surda. - Disse virando as costas.
Berrando, a velha respondeu:
- Pois eu não escutei nada do que saiu dessa sua boca
fedorenta! Amanhã vou ao médico, e quando voltar a ouvir
você vai se ver comigo! Sua pirralha!

Sentado em uma cadeira o policial falou:
- Continua; sabe-se lá quando.

Para Osugi

Nasty

Yeeehk! Nasty!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Blábla

- Observe o Obceno
- Tem Times

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Contos do Cotidiano: Branca de Cândida

Branca de Cândida estava passando uma temporada na casa dos
sete gnomos pois sua casa estava sendo pintada.
Um dia bate a sua porta uma mulher com cara de indigente.
- Olá. Que posso fazer pela senhora?
- Olá. Estou vendendo maçãs. Gostaria de uma amostra grátis?
- Não, obrigada. Não precisamos de maçãs agora.
- Mas essas maçãs estão muito boas, experimente. É gratís.
- Eu sei, mas anda um boato por aí que estão distribuindo
maçãs com lâminas infectadas com o HIV.
- Sim, eu ouvi. E este boato está fazendo muito mal pros
meus negócios. Vamos lá, ajude uma pobre velha. Experimente
uma maçã e se gostar te vendo cinco por quinze centavos cada.
- Bem, o preço está bom mas, eu não posso. Sinto muito.
- Ora, vamos. O que uma velha como eu ganharia infectando
pessoas pela rua? Eu preciso ganhar a vida. Se não vender
estas maçãs não terei dinheiro para pagar o gás, a luz,
a água, o aluguel, o condominio, a vaga na garagem.
- Eu realmente sinto muito, mas eu não posso.
"Mas que garota chata. Acho melhor desistir" pensou a velha.
Mas, neste momento, Branca de Cândida se vira e diz:
- Está bem. Deixe-me experimentar uma. Mas se não estiverem
deliciosas vai se ver comigo.
- Pois eu duvido que não goste.
Cândida pega uma maçã da mão da velha senhora, limpa na
camisa e dá uma mordida.
- Ai! O que é isso? Uma lâmina?! Ô, não! Estou infectada. E
agora, o que farei?
Logo, Cândida desmaia no chão.
Assistindo a tudo com um sorriso insano, a velha solta uma
gargalhada pigarrenta e tossida e diz:
- Menina boba! Agora está infectada. O que fará sua tola?
Que principe encantado irá te beijar agora? Ou você vai
esperar pelo médico encantado com a cura?

---

Branca de Cândida, de fato, achou o médico encantado que lhe
curou. Casou-se mais tarde com o dono de um pequeno
restaurante de comida chinesa. Criou um blog e contou para o
mundo sua historia. Logo o sucesso de seu blog foi tão grande
que ela escreveu um livro.

A velha bruxa teve uma série de problemas de saúde como
problemas de coração e pressão alta, quando descobriu que
Branca de Cândida estava melhor que antes, e por isso deixou
a vida de maldades para trás por invalidez.
Casou-se com um lenhador que morava por perto e virou uma
simples dona de casa.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Contos Cotidianos: Chapeuzinho Azul

Era uma vez uma uma menina muito boazinha que todos
amavam.
Ela tinha um chapeuzinho de pena de arara azul que
a deixava encantadora. E por causa deste chapeuzinho todos a
chamavam de chapeuzinho azul.

Um dia sua mãe a chamou e disse:
- Chapeuzinho, leve esta garrafa de vodka e este
miojo para sua avó que está muito deprimida porque seu
avô anda trepando com o limpador da piscina. E não se
esqueça de tomar muito cuidado com os guaxinins
maconheiros que andam pela estrada.
- Sim, mãe.
E lá se foi chapeuzinho azul pela estrada afora.
Quando estava passando perto de um beco alguém a chamou
lá de dentro.
- Ei!
- Quem é?
- Sou eu. Venha logo.
- Ah, é você. Não esperava te ver tão cedo.
- Tem alguma coisa com você? - Perguntou o guaxinin.
Chapeuzinho azul tirou seu chapeuzinho da cabeça, puxou um
fundo falso e tirou de lá um saquinho enrolado.
- Eu só tenho isto.
- Só? Mas isso não vai dar nem pra um dia.
- Ei! Não faz nem três dias que eu te vendi aquele. Se você
não sabe se controlar o problema não é meu. Este aqui vai
custar o dobro.
- O dobro!? Mas porque?
- Porque você já está me enchendo, e porque eu sei que você
precisa.
- Não sei porque me surpreendo; Está bem.
- Até.
- Ei! Aonde você vai agora?
- Vou encontrar umas amigas minhas, arranjei uma garrafa de
vodka.
- Eu falei com o cara. Ele aceitou, mas disse que se você
ficar de rolo, ele vai te dar um pé.
- Até parece que você não me conhece. Te vejo daqui a dois
dias. - Chapeuzinho disse rindo.
- Maldita.


Hoje Sai? Não, não conheço.