segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Murmúrio

Por mais realista que possamos ser, eu ainda gosto de pensar na existência de algo mais puro e inocente, involuntário. Algo que percorresse nosso corpo sem ter que passar antes pelos caminhos racionais do cérebro. Algo que fosse intocado pela lógica.

No fundo o que eu queria era algo animal, instintivo, táctil mas não pensável.”

Murmurou ele em meio ao seu sono confuso.

Seus Olhos

Procuro os olhos da cobra
Que me escapam constantemente
Como sua fria pele
Que me ficam por entre os dedos


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ti


Vendo sua vida passada, eu sinto que não vivi.
Vejo sua alegria, seus sofrimentos, suas dúvidas; sinto que não vivi.

Se eu fosse grande, muito grande,
Te pegava com os dedos em pinça.
Te colocava dentro de meus olhos.

Para te ver todo dia.
Para te ter todo dia.



O futuro vem aí.
E nele eu estarei ou não.
Estará a eletricidade de pele em pele?
De lábio em lábio?
Seus lábios nos meus?
Seus lábios frios?

Estará você em mim?
Ou eu em você?
Estaremos os dois,
Os apenas um?

Seremos um,
Ou seremos nada?

Seremos