domingo, 9 de julho de 2006

Fantasmas


Sou um homem aprisionado
Posso ir aonde quiser
Posso fazer o que quiser
Mas quando eles aparecem...
Não posso fazer nada
Não posso dizer nada
Não posso gritar por socorro

Só posso agarrar os meus joelhos,
esconder minha cara em meus braços
e torcer para acabar logo.
Torcer para que eles vão embora

Posso tapar meus olhos
Posso tapar meus ouvidos
Mas ainda assim os vejo, os escuto,
dentro de minha cabeça

Quando eles chegam,
só posso esperar que acabe logo
Sou um homem aprisionado
pelos fantasmas do meu passado