sábado, 16 de setembro de 2006

Fragmentos

Um dia conheci uma criatura de magnífica beleza;
Um dia depois, arranquei meus olhos.
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O que os olhos não vêem, o coração não sente;
O que os olhos um dia viram, o coração sentirá para sempre.
Sempre, se não pela presença, então pela ausência.
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A ferida está aberta;
A memória mantém o sangue escorrendo.
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Arranquei meus olhos na esperança de nunca mais te ver,
e assim conseguir esquecer seu rosto que sustenta meu
sofrimento.